Era uma vez uma rapariga que se
chamava Vitória. No fim de junho, ia passar o resto das férias de Verão, como
todos os anos, à terra da sua família materna, para casa dos seus tios-avós. A
terra era uma pequena aldeia no cimo de um monte, que se chamava Lousa e
pertencia ao concelho de Moncorvo.
Quando chegou, decidiu que ia dar
uma volta à aldeia. Passou pela igreja matriz, o café central os correios, os
conventos, foi ao monte da Santa Bárbara e passou também pela casa dos seus
bisavós, o que lhe despertou curiosidade, pois nunca lá tinha entrado.
A casa era pequena e antiga. Era
como aquelas casas antigas de pedra, cheias de mistérios.
Ela estava com medo, por isso foi
chamar o primo.
- Dinis, vens comigo à casa dos
bisavós?
- Porquê, Vitória? –indagou o
primo.
- Porque eu tenho medo de lá
entrar sozinha. Pode haver aranhas e esses bichos nojentos! – disse Vitória.
- Está bem! Eu vou contigo. -
afirmou Dinis.
Os primos eram um pouco parecidos.
Ambos tinham os olhos verdes, mas Vitória tinha o cabelo loiro e o seu primo
tinha cabelo castanho escuro, quase preto.
Agora sim, estava segura de
entrar. Entrou pela cozinha, depois chegou à sala, que, a partir daí, seria o
corredor dos quartos, e entrou no quarto
dos seus bisavós.
Encontraram fotografias já muito
antigas e uma embalagem... onde havia uma carta do seu bisavó a dizer que teria
escondido uma caixa com objetos valiosos para ele dar à sua querida primeira
bisneta, que era Violeta. Também havia lá um mapa.
Como já era tarde, os dois primos
decidiram ir para casa.
Vitória não conseguiu pregar olho,
por isso às sete e meia da manhã, decidiu ir à procura da caixa. O bisavô disse
que quem quisesse a caixa teria de passar por etapas.
A primeira era ir aos conventos
para encontrar o primeiro objeto valioso e uma das partes da carta. Assim,
Vitória começou a sua caminhada até aos conventos. Quando chegou, procurou,
procurou, até que encontrou uma caixa debaixo da mesa do padre na igreja do
convento. O objeto valioso era o primeiro terço que os avós do bisavô da
Vitória lhe tinham dado.
A segunda etapa era ir às ruínas da capela da
Santa padroeira, a Nossa Senhora dos Remédios. Quando chegou, procurou
debaixo de umas ervas e encontrou a
terceira caixa, cujo objeto valioso era o seu brinquedo favorito de criança, um
pião.
A última etapa era ir ao monte da
Santa Bárbara, o monte mais alto da aldeia. Quando encontrou a caixa, abriu-a e
começou a ler as primeiras cartas de amor que a sua bisavó e o seu bisavô
tinham escrito um ao outro e o objeto valioso era um relógio de bolso antigo
que tinha passado de geração em geração.
Vitória ficou muito contente por
descobrir quase todas as surpresas do seu bisavô, porque nunca o tinha
conhecido, pois, quando a sua mãe estava grávida dela de sete meses, ele morrera.
Beatriz Gonçalves, 7.º C
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