sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

“A Carta”




Era uma vez uma rapariga que se chamava Vitória. No fim de junho, ia passar o resto das férias de Verão, como todos os anos, à terra da sua família materna, para casa dos seus tios-avós. A terra era uma pequena aldeia no cimo de um monte, que se chamava Lousa e pertencia ao concelho de Moncorvo.

Quando chegou, decidiu que ia dar uma volta à aldeia. Passou pela igreja matriz, o café central os correios, os conventos, foi ao monte da Santa Bárbara e passou também pela casa dos seus bisavós, o que lhe despertou curiosidade, pois nunca lá tinha entrado.

A casa era pequena e antiga. Era como aquelas casas antigas de pedra, cheias de mistérios.

Ela estava com medo, por isso foi chamar o primo.

- Dinis, vens comigo à casa dos bisavós?

- Porquê, Vitória? –indagou o primo.

- Porque eu tenho medo de lá entrar sozinha. Pode haver aranhas e esses bichos nojentos! –  disse Vitória.

- Está bem! Eu vou contigo. - afirmou Dinis.

Os primos eram um pouco parecidos. Ambos tinham os olhos verdes, mas Vitória tinha o cabelo loiro e o seu primo tinha cabelo castanho escuro, quase preto.

Agora sim, estava segura de entrar. Entrou pela cozinha, depois chegou à sala, que, a partir daí, seria o corredor dos quartos, e  entrou no quarto dos seus bisavós.

Encontraram fotografias já muito antigas e uma embalagem... onde havia uma carta do seu bisavó a dizer que teria escondido uma caixa com objetos valiosos para ele dar à sua querida primeira bisneta, que era Violeta. Também havia lá um mapa.

Como já era tarde, os dois primos decidiram ir para casa.

Vitória não conseguiu pregar olho, por isso às sete e meia da manhã, decidiu ir à procura da caixa. O bisavô disse que quem quisesse a caixa teria de passar por etapas.

A primeira era ir aos conventos para encontrar o primeiro objeto valioso e uma das partes da carta. Assim, Vitória começou a sua caminhada até aos conventos. Quando chegou, procurou, procurou, até que encontrou uma caixa debaixo da mesa do padre na igreja do convento. O objeto valioso era o primeiro terço que os avós do bisavô da Vitória lhe tinham dado.

 A segunda etapa era ir às ruínas da capela da Santa padroeira, a Nossa Senhora dos Remédios. Quando chegou, procurou debaixo  de umas ervas e encontrou a terceira caixa, cujo objeto valioso era o seu brinquedo favorito de criança, um pião.

A última etapa era ir ao monte da Santa Bárbara, o monte mais alto da aldeia. Quando encontrou a caixa, abriu-a e começou a ler as primeiras cartas de amor que a sua bisavó e o seu bisavô tinham escrito um ao outro e o objeto valioso era um relógio de bolso antigo que tinha passado de geração em geração.



Vitória ficou muito contente por descobrir quase todas as surpresas do seu bisavô, porque nunca o tinha conhecido, pois, quando a sua mãe estava grávida dela de sete meses,  ele morrera.





Beatriz Gonçalves, 7.º C




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